Arquivo do mês: junho 2011

My Valentine’s Day

A pressão que uma pessoa solteira sofre no dia dos namorados é uma coisa terrível, pois um dia antes, aqueles seus amigos que namoram e fazem um par perfeito, ficam tirando sarro com sua cara, e pensam que você lida muito bem com a situação.

Um dia antes, quando deitei pra dormir, veio aquele sentimento de solidão terrível, me senti muito melancólica, pois afinal eu não ganharia nenhum presente, ninguém me ligaria 00:00h e falaria: Eu te amo, obrigado por existir na minha vida! Ninguém sentiria minha falta.

Quando todas as luzes estavam apagadas há mais de 15 minutos, eu me dei conta de que minha mente ainda estava ligada, e que eu não conseguia me desligar dos meus devaneios. Comecei a mandar SMS, aí mandei pra uma amiga, fazendo piadinha com o dia dos abobalhados; mandei pra outra, agradecendo pela amizade; mandei (erradamente) pra um que me decepcionou muito dizendo que ainda gostava dele; mandei pro outro que eu queria estar com ele, mas nem por um decreto eu admitiria isso. E assim foi até 01:30h da madrugada.

Aí quando eu pensei: – Ahh! vou parar com isso, é muita bobeira pro meu gosto, afinal, eu sempre fui aquela pessoa que sempre dizia que não queria e nem precisava de um namorado. Quando eu pus isso na minha cabeça meio que querendo acreditar no que eu dizia, começou a tocar a música “my immortal”; fiquei pior ainda; eu queria muito saber quem estava na praça de frente a minha casa tocando essa música, no mínimo a pessoa não tem namorada (o).
Eu tinha ido dormir, porque minha internet não queria funcionar, e isso era muito ruim, pois eu já tinha planejado como iria passar meu domingo, eu nem iria sequer lembrar o dia dos namorados.
Liguei pra minha amiga Katiúscia (sim o nome dela é esse), e conversei um pouco, e era nítido que ela queria dormir, foram exatos 5 minutos. E isso não foi capaz de parar com o meu desespero de estar sozinha.

O vazio surgiu…

E eu me lembrei de uma frase que diz: “O que é o amor, quando não se tem ninguém?”. Alguém pode me dar essa resposta? Pois eu sinto amor, mesmo sem ninguém, e meu amor é por alguém que eu nem conheço. E eu nunca admitiria isso.

O vazio persistia em continuar…

Ouvi dizer que os poetas eram as pessoas mais deprimentes que já existiram, e eu não estava lá pra ver em que situação a Clarice Lispector se encontrava ao escrever seus brilhantes textos, mas eu entendo a necessidade de escrever, de passar pro papel o que se pensa, pois a linha de raciocínio vem e vai rapidamente. E escrevendo aqui, eu esqueço que é dia dos namorados, eu esqueço que amanhã tenho que ir pro estágio, esqueço dos problemas. Então, como eu posso ser deprimente, se isso me faz bem?

E o vazio vai embora… E ele vai como se nunca estivesse me acompanhado antes!

E eu durmo, sonho com o paraíso, e acordo numa manhã ensolarada. E mesmo que aqueles sentimentos voltem ao anoitecer, eu me lembrarei da manhã que sempre me faz bem. E isso me faz querer viver!
Quando estou escrevendo, me sinto conversando comigo mesma, como se eu estivesse diante d’um espelho, e falando comigo sobre o que eu penso e espero.
O pior é que as pessoas estão ao lado ouvindo minha conversa, só ouvindo, ninguém tem uma resposta ou uma solução, ninguém repara nas coisas sutis, as pessoas só olham assustadas e acreditam que tudo o que eu falo diante do espelho é verdade.
Ahhh! Se ao menos alguém pudesse me conhecer, e entender que escrevo por uma inspiração que eu amo, mas que nem ao menos conheço!

Isso seria deprimente!

Música: My Immortal – Evanescence

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Pessoas do universo: Atenção!!!

A vida possui uma inconstância tão sinistra que, as vezes chego a me irritar com isso.
-Conheço as pessoas, acho elas um máximo. Elas me acham legal. Começo a conversar, a pessoa começa a me conhecer, e pronto, daí começa a amizade. Aquela amizade verdadeiramente fantasiosa. Aquela que depois de um lindo mês, eu começo a conhecer a famosa época em que elas “mostram as garrinhas”.
Confesso que conheço pessoas maravilhosas (…) Porém, outras nem valeria a pena esse texto para elas. Mas, como peguei o caderno no meio da aula de direito penal, parece que a revolta aumentou.
Existe um termo no direito penal chamado Exigibilidade de Conduta Diversa, que decorre da possibilidade de se exigir, ou não, um comportamento do sujeito conforme o direito.
Então, eu, mais uma pessoa sentimental do universo, gostaria de exigir do mundo, um pouco mais de paciência e serenidade.
Custa tratar as pessoas bem?
Custa cultivar uma bela e meiga amizade?
Mas não era exatamente sobre isso que eu queria escrever.
Quero falar das pessoas que são fruto da nossa imaginação.
Existem pessoas que são melhores do que eu imagino, e tem aquelas que são melhores na minha imaginação.

Minha mente viaja tanto que, antes de conversar com as pessoas, eu ja imagino como elas são. E as vezes da vontade de deixá-las na imaginação para sempre. Pois la elas não me magoam, chateiam, decepcionam, não brigam comigo…
E realmente eu espero, querido leitor, que você não seja mais uma dessas pessoas que eu preferi deixar na imaginação!

 

 

Música -> Muse – Hysteria