Arquivo do mês: novembro 2010

Em 1h e 50min.

Creio que, da janela de um ônibus, posso reparar em tudo.

Eu vejo ruas escuras e iluminadas, carros para todos os gostos, e pessoas.
Também observei shoppings, igrejas, e mais pessoas.
E o ônibus parava, e subia e descia gente. Isso tudo dentro de um retângulo com chassi, revestido de alumínio, com bancos dentro.

Um dia, um pouco distraída, me peguei olhando para o asfalto, e fiquei pensando em tudo que passava por sobre ele. Vi as marcas pelas quais os homens fizeram para mostrar por onde os automóveis deviam prosseguir. Uns buracos que com o tempo ficavam mais profundos, e emendas no que antes eram buracos. Haviam também divisões nas pistas.
Confesso que me incomodei com as estradas sem asfaltos, pois de tanta pedra, eu mal conseguia escrever. Aí quando voltou o asfalto, começaram a surgir os irritantes quebra-molas. Alguns eram tão altos e outros tão baixos…
Quando estava sol, eu pude sentir a quentura do asfalto. Quando estava frio e chuvoso, o ônibus andava um pouco mais cauteloso para não derrapar.
O perigo eram os caminhões cheios de combustíveis, prontos a explodir a qualquer batida.

Depois de 1h e 50 min. no ônibus, desci, e pisei no asfalto…

Em minha vida, observo muitas pessoas.
Vejo suas aparências superficiais, cheias de informações.
Vejo pessoas indo e vindo, pelas linhas da amizade e intriga.
Vejo as divisões que fazem no meio social.
As vejo com emoções a flor da pele.
Vejo o quanto seus corações possuem buracos, e cicatrizes no que antes eram profundos buracos.

Posso dizer que, nossos corações são como estradas, onde pessoas fazem o que bem entendem, a partir do momento em que damos extensão para elas.
Então não se aborreça se alguém pisar no asfalto do seu coração, pois certamente você pisou, esta pisando, ou vai pisar em algum.
Algumas situações são inevitáveis, serve para nosso crescimento. Mas outras…
Você observará se olhar da janela do ônibus.



A música deste post é: Ja posso Suportar – Do Apocalipse 16 com o Davi Saccer!

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O que você quer?

O que eu queria?
Eu queria não sentir dor no joelho.
Não queria ser obrigada a fazer certas coisas, aturar certas pessoas.
Como Clarice já disse: “o que eu desejo ainda não tem nome.”

Mas será que ter ao meu alcance todas as minhas vontades, me faria ficar satisfeita?

Estaria bom, não sentir dor no joelho, e ter que ir à aula de karatê, naquela sexta à noite que eu estava tão triste?
Não ser obrigada a ficar de pé para um senhor de idade dentro do ônibus, e aquele moço de 70 anos descansar seu cansaço?
Aturar aquele professor rude, que só vai me ensinar aquela matéria chata de ciência política, pra eu aprender e nunca mais esquecer?
Será que é bom sempre enxergar as coisas, pessoas e situações, com um olhar crítico?
Ou é melhor viver os momentos, e deixar a vida te levar?
Será que a liberdade é tudo na vida do homem? Ou será que ela o aprisiona?
Será que é bom se arrepender dos erros, ou melhor tirar uma lição deles?
É melhor pensar no futuro,esquecer o passado, e tentar viver o presente melhor do que nunca?
É bom se apaixonar por pessoas, lugares e coisas?

Se alguém puder me responder, por favor, não responda!
Viver com essas dúvidas esta sendo bom, me faz ser quem sou hoje.
E quem eu sou?
Ahhh… Isso aqui não é orkut!

Mas agora responda a você mesmo(a). O que você quer?


A música que eu escolhi hoje é: Faz-me Brilhar – Santa geração