Arquivo do mês: outubro 2010

Andando por aí

Por que será que alguns momentos de nossas vidas não tiram nosso fôlego?
Pergunto-me isso todos os dias.

Lembro-me de estar sentada numa praça, olhando fixamente o meio fio, com as mãos trêmulas, escrevendo essas palavras em minha mente, para distrair os exatos 3 minutos e 25 segundos, que você demorou a chegar.

Neste tempo, lembrei de umas meninas sentadas numa ponte, esperando o colírio passar. E ele com aquela altura, não havia quem não se apaixonasse. Eram quatro ou cinco meninas, todas vidradas no “look” do rapaz. Eu quando terminei de pensar nisso, você chegou, e não há muito que falar.

Ele era tudo que eu havia imaginado, porém me pergunto se eu era o que ele pensava.

No silêncio de nossa conversa, recordei a história que me contaram há tempos. Sobre uma menina que de tão comum, acabou hipnotizada pelo cara errado. E ela se perguntava por que não conseguia esquecê-lo. Pois ele não valia nenhum tostão furado. Então, enquanto você dirigia, eu cheguei à conclusão de que, o amor não é cego, pelo contrário, ele enxerga demais, e acaba vendo coisas boas onde não existem, além de ser extremamente otimista. Putz! Acho que acabei descobrindo o que acontecia com a menina em relação ao cara.

Enquanto estou aqui, viajando em meus peculiares pensamentos, você olha para mim, e repara na minha distração, e me pergunta, com esse seu sorriso irresistível, se estou bem. E eu, claro, respondo positivamente. Nessa hora, me dou conta de que você não quer saber de mim. Só me perguntou se estou bem? –Passei a não estar bem!
E encosto minha cabeça no banco e descaradamente fecho meus olhos, e começo a relembrar minha infância, e de como cresci e como nunca precisei de muitas amizades, pois as três que eu possuía valiam mais que mil.
Não sei dizer se você se irritou comigo, mas, repentinamente você parou o carro, respirou fundo, tirou lentamente as mãos do volante, virou o rosto e olhou nos meus olhos, com esse seu olhar inconfundível de quem quer tudo, segurou minha mão esperando uma palavra da minha parte. E nesse exato momento, a ficha cai, e eu percebo que nesse pequeno espaço de tempo que eu passei com você, eu pensei em tudo e todos, só que não conseguia pensar em você. E eu traduzi tudo em uma única frase: – Eu enjoei de você!

A musica de sugestão, esta nesse link: http://www.youtube.com/watch?v=jwXYbH0NRZg

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