Arquivo do mês: agosto 2010

Definiendum

Estou há um bom tempo sem postar, mas não é por falta criatividade para criar textos. O caso é: Estou sem tempo! Mas aprendi que temos tempo pra nossas prioridades, portanto, consegui escrever um pouco e estou aqui!
Nesses dois últimos anos, minha vida deu muitas reviravoltas, mas continuo sendo a mesma Thais, aquela que sempre fala as coisas erradas nas horas erradas, por exemplo.
Eu sou assim. Sou:

A Nega pra Katiúscia,
Nega Juju pra Isa Fabelo,
Inconveniente pro Léo,
Chata pro Douglinhas,
Dramática pro Wisten.
Menina Maluca pro Vicktor, Bryan e Renan.
Fontes pro prof. Vitor,
Neguinha Danada pra minha xará Thais e prof. Hélio Chico,
Flor pra Marisa.
Thaisi pro Danielzinho,
Tháis Fontês pro Isac,
Thatais pro Juninho
Thaisinha pro Vitor Sanches,
Glutona pra Tati,
Amiga Michael Jackson pra Débora,
Doida pra Rosi,
Garotinha pro Nehemias,
Amiga Linda pra Esther,
Munina pro Wallace,
Eminente pro Jefferson,
Metida pro Filipe…

Ganhei muitos adjetivos pejorativos, distribuíram variáveis do meu nome, alguns elogios… Para falar a verdade, se eu fosse escolher uma palavra que me definisse, eu não seria nenhum pouco narcisista. Eu leria o dicionário, não conseguiria escolher somente uma palavra. Eu teria que escrever umas frases, e no final, sairia com certa incoerência. Eita!!! Já sei, Incoerência poderia ser a palavra.

Incoerência – Estado do que é incoerente.
Discrepância, falta de lógica, inconseqüência.

Para mim, há certo sentido. Porém, tem vezes que também me considero uma comédia.
Eu vivo me atrapalhando, enrolando, pagando mico. E quando eu digo “pagando mico”, não é somente cair na rua.
Um dia desses estava no ônibus, voltando da aula de Direito Penal. Era 22h35min, estava frio, a maioria das janelas estavam fechadas, exceto uma, que se localizava no banco da frente. O ônibus estava um pouco cheio, e eu, educadamente me inclinei e falei com o moço moreno:
– Moço, o senhor poderia fechar a janela? Por favor!
E ele nem sequer olhou para trás, ou fez um movimento negativo com a cabeça. Na hora eu pensei que ele poderia não ter escutado. Então repeti:
– Moço, o senhor poderia fechar um pouco a janela? Por favor!
Eu agora pedi para ele fechar um pouco, para ver se ele aceitava essa negociação. Mas ele nem olhou. A essa altura do campeonato, já tinha algumas pessoas disfarçando uma suposta gargalhada. Então, eu como sempre fui otimista, comecei a pensar que ele poderia estar dormindo, e resolvi encostar nele, para chamá-lo. Quando encostei no ombro dele, ele virou rapidamente pra mim e balançou os ombros, num sentido de querer perguntar o que eu quero. Foi aí que percebi que o moço moreno era deficiente auditivo. Há uns dois anos atrás, fiz um pequeno curso de libras de sinais, então fiz os sinais pra ele, pedindo que fechasse a bendita janela.
Todas as pessoas, que tiveram oportunidade de presenciar essa cena, começaram a rir por uns dez minutos sem parar. E eu? Eu ri mais ainda!
Parece que todo dia, eu passo vergonha. Aonde eu vou, tem que haver uma história para eu contar depois.
Enquanto estou escrevendo, pensei em várias outras definições. Então, penso, se existem tantas palavras, me considero uma pessoa com características indefinidas.

Indefinida: Que não se pode delimitar: espaço indefinido.
Que não se pode definir, explicar.
Incerto, indeciso, indistinto.

Há certa coerência nisso, e quem me conhece sabe. E quem não conhece, espero que não se assuste, sou assim, mas sou legal. Às vezes chata. E se você está achando que só por falar isso, já estou me definindo, confesso que não estou. Não sei se me faria bem, um dia descobrir o que me define, às vezes eu gostaria de saber, às vezes não. E eu só aviso uma coisa: Não se engane, como diria o Rafael… Sou nenhum pouco apaixonante!
Tirem suas conclusões, e se quiserem comentar, comentem!

Aprenda!!!

—-
Eu havia prometido, a mim mesma, que não copiaria poemas ou pensamentos de outros para o Thaisilistica, porém, ultimamente estou me encantando com uma escritora chamada Tati Bernardi. Eu não sei se vocês já ouviram falar nela, mas eu obviamente sim, e fiquei fascinada com o que ela escreve. Confesso que uma das minhas inspirações que cito no primeiro post, é ela.

Vou deixar um trecho de um texto dela! E claro: uma musica.

“Outro dia desses, eu estava num bar com um amigo e ele começou a falar de todos os filmes, livros e músicas que eu tanto queria que você falasse. No final da noite eu só queria estar ouvindo aquela merda daquele cd do Alpha Blondy, esses intelectuais de merda não chegam aos pés do seu sorriso e nunca vão ter de mim esse amor tão puro, tão absurdo e tão sem fim que eu tinha por você. A fidelidade não é uma escolha e nem um sacrifício, ela é uma verdade. Por mais que eu tente, só sinto nojo. A gente não se fala mais, eu nem sei mais por onde você anda, eu até tenho o impulso de tentar de novo com outros homens, mas eu só sinto nojo. (…) Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo.”

A música de hoje, inspirada em mim mesma, é: Crazy do Gnarls Barkley. Ou tente achar a versão dessa mesma música com o The Kooks.

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I Remember

Na segunda-feira eu não conseguia falar. Na terça, só chorei. Quarta, ainda não acreditava. De tanto pensar, dei-me conta que só escrevendo, eu conseguiria expressar o que senti nesses últimos dias, em relação a uma das pessoas mais maravilhosas que conheci.
Não estou querendo fazer ninguém chorar, porém meus olhos já estão cheios de lágrimas. Está sendo difícil entrar todos os dias no msn e não ver meu amigo online, me mandando músicas, chamando minha atenção e me mandando voltar aos ensaios do ministério de louvor.
Hoje cedo, li um famoso trecho do livro O Pequeno Príncipe.

“Os homens esqueceram a verdade.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Quando terminei de ler, senti uma dor enorme no peito, parecia que eu estava sendo pressionada por um carro, meus olhos estavam marejados. Na hora, tentei rapidamente imaginar algumas coisas que meu amigo cativou. Tentei também descobrir se ele sabia o que tinha cativado. Pesquisei o significado do nome dele, e não me surpreendi. Em vários sites, SORRIDENTE, em outros, ALEGRIA, e em traduções mais profundas, FILHO DA PROMESSA. Posso dizer, sem medo: Ele cativou todas as pessoas que ele conheceu, com seu sorriso e sua alegria. E ele também assumiu toda a responsabilidade eternamente.
Fui à padaria, quem me via na rua, reparava o quanto eu estava triste, meus olhos ainda não estavam desinchados. Quando fui pagar o pão, uma moça, que me conhece desde pequena, perguntou se eu estava bem. Eu olhei dentro dos olhos dela, talvez pela primeira, e respondi com a cabeça negativamente. Ela ficou séria, respirou profundamente, e disse que não conhecia o meu amigo, mas que quando ela soube se sentiu muito mal. Completou dizendo: O falecimento dele não atingiu somente quem o conhecia, e sim a todos!
Na hora eu fiquei com mais vontade de chorar, porém me segurei, respondi com um meio sorriso, e fui embora.
Confesso que estou tendo muita dificuldade em escrever, os pensamentos estão confusos, hoje é quinta-feira e eu ainda não acredito.
Relembrar os momentos maravilhosos, não é difícil. Saía Marcelo, Juninho, eu e as vezes o Vitor, todos os domingos, depois que o ministério de louvor tocava, íamos lanchar. O Max sempre tinha dois reais no bolso, o Juninho um real e eu, pelo fato de que trabalhava, tinha sempre uns dez reais, então quem pagava a conta era eu, isso faz quase dois anos. Não reclamo desse dinheiro, eu queria poder voltar no tempo e dar mais valor ainda a esses momentos.
Entrei na igreja com 13 anos, então, o conhecia há cinco anos. No começo, não conversava muito com ele, só o admirava tocando bateria como gente grande. Depois de um tempo, entrei no Ministério de Louvor, aí sim, começou a amizade. Sempre tive o apoio do Juninho, fiquei sabendo que ele até me defendia em algumas situações. Ele dizia que eu não tinha que parar de ministrar.
Eu gostava dele, afinal ele era um dos últimos a ter paciência comigo. Ele sempre me dizia que eu poderia ser muito ignorante com ele, porque ele não ligava, ele gostava de mim do jeito que eu era. Ultimamente ele estava muito preocupado, perguntando sobre minha vida, o que eu tinha feito e o que tinha deixado de fazer, contei na semana passada algumas coisas, ele me disse para nunca deixar Deus de lado. Ele me chamou para fazer parte da banda dele, isso ficou na vontade.
A irmã dele, Débora, me disse que na quinta-feira antes de sair de casa, ele falou pra ela que amava todos os amigos dele, e ele citou meu nome e o do Bruno, entre outros. Eu fiquei muito feliz e emocionada ao saber disso. Todos estão com um vazio no peito, e nem o tempo poderá amenizar a dor. Peço à Deus que conforte nossos corações, principalmente os pais dele, Isaac e Aline, que são pessoas que eu amo muito, e tenho um carinho muito especial.
Não daria para escrever tudo o que gostaria, daria um livro. Porém, eu tinha necessidade de escrever alguma coisa. Ele marcou minha vida, e com a morte dele, eu tirei duas lições de vida. A primeira é dar mais valor aos momentos que passo com as pessoas que amo. A segunda é estar sempre perto de Deus.
Isaac de Souza Junior, você deixou saudade!
Vou deixar uma musica que ele no mês passado me mandou. Ele gostava muito dessa música. É de uma banda cristã de rock chamada Skillet, a música se chama Say Goodbye.